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eFootball ganha servidor extra em SP e rumores apontam expansão para outros estados

A capacidade local dobrou para segurar as partidas dentro do Brasil no horário de pico. Nos bastidores, rumores apontam a troca do Google Cloud pela Amazon e novos polos no Rio de Janeiro e em Fortaleza.

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O dobro de espaço para jogar dentro do Brasil

A Konami colocou no ar um servidor extra de eFootball em São Paulo para tentar resolver uma das maiores dores de cabeça da comunidade brasileira: o lag nos horários de pico. Além da mudança oficial, fortes rumores nos bastidores indicam que a empresa pode estar trocando a estrutura do Google Cloud pelos servidores da Amazon (AWS) e avaliando a abertura de novos polos no Rio de Janeiro e em Fortaleza.

Até a chegada dessa novidade, o grande volume de jogadores simultâneos no Brasil fazia com que o servidor único de São Paulo lotasse rapidamente, principalmente à noite e nos fins de semana. Quando isso acontecia, o sistema de pareamento jogava os brasileiros para servidores fora do país, como nos Estados Unidos. Com a nova estrutura funcionando em fase de testes, o jogo passa a ter dois servidores na capital paulista, dobrando a capacidade local para segurar as partidas dentro do Brasil.

Mapa das Américas com os servidores de eFootball marcados e o destaque de um servidor extra para o Brasil
O mapa de servidores com o reforço brasileiro. Arte divulgada pelo eFHUB, que avisa no rodapé ser ilustrativa e poder não estar totalmente precisa.

O que muda na prática

Para quem joga a Liga eFootball ou os eventos semanais do Dream Team, o reforço na infraestrutura traz efeitos diretos:

1

Menos partidas internacionais no horário nobre

Jogar entre 19h e 23h frequentemente significava cair em partidas de duas ou três barras de conexão. Com mais espaço nos servidores locais, a chance de ser redirecionado para uma rota estrangeira cai bastante.

2

Redução do input delay

Mesmo contra outro brasileiro, o servidor sobrecarregado causava atraso nos comandos — aquela sensação de que o jogador demora para tocar a bola, girar ou trocar o cursor. Dividir o tráfego em dois servidores alivia o gargalo e deixa a jogabilidade mais solta.

Atenção: daqui em diante é rumor. Nem a expansão para outros estados nem a migração para a AWS foram confirmadas pela Konami — o que existe são apurações e indícios levantados pela comunidade.

Rumores de novos servidores no Rio de Janeiro e em Fortaleza

Apesar de o servidor extra ajudar a não cair em salas gringas, o fato de os dois servidores atuais ficarem na mesma cidade ainda gera reclamações sobre a diferença de conexão entre as regiões do país. Apurações de criadores de conteúdo da comunidade apontam que a Konami estaria estudando a adição de novos servidores no Rio de Janeiro e em Fortaleza.

A escolha das duas cidades tem explicação técnica: ambas contam com infraestrutura de borda de grandes serviços de nuvem, e Fortaleza é o principal centro de cabos submarinos de internet do Brasil. Se essa expansão sair do papel, o cenário competitivo muda bastante:

1

Justiça no ping para o Nordeste e o Norte

Quem joga longe do eixo Sul-Sudeste sofre com a distância física até São Paulo e enfrenta desvantagem na resposta dos comandos. Um servidor em Fortaleza diminuiria drasticamente a latência para toda a região Nordeste e parte do Norte, deixando as disputas de divisão muito mais equilibradas.

2

Divisão regional de tráfego no Sudeste

Um ponto de conexão no Rio de Janeiro ajudaria a absorver parte dos jogadores do Sudeste e do Centro-Oeste, desafogando ainda mais a rota paulista em dias de atualização.

Do Google para a Amazon: o que está por trás da mudança

Os boatos sobre novas cidades ganharam ainda mais força por conta de outro movimento importante: a possível troca dos servidores de partidas do Google Cloud para a Amazon Web Services.

No modelo tradicional do jogo, os dados da conta, menus e contratos rodam na Amazon, mas a partida em tempo real acontece nos servidores do Google. Na comunidade, a rede do Google sempre foi alvo de críticas por não entregar a estabilidade necessária para um jogo de futebol competitivo.

Ilustração comparando um servidor antigo da AWS e um novo do Google Cloud em São Paulo, com um jogador ao centro
Imagem ilustrativa, criada para representar a troca de infraestrutura. Não é material oficial da Konami.

Se a migração total das partidas para a AWS se confirmar, os impactos positivos vão além da quantidade de servidores:

1

Rotas mais diretas com as operadoras brasileiras

A AWS usa tecnologias dedicadas a jogos, como o Amazon GameLift, e tem acordos de rota muito mais diretos com provedores nacionais (Claro, Vivo, Oi e operadoras de bairro). Isso evita que o sinal da sua internet dê voltas desnecessárias antes de conectar ao adversário.

2

Mais estabilidade no ping

Na prática, a estrutura da Amazon mantém o ping mais cravado, reduzindo as oscilações bruscas no meio do jogo — aquelas travadas rápidas seguidas de câmera acelerada, o speed lag, muito comum no celular e nos consoles.

3

Capacidade elástica

Os servidores conseguem abrir mais salas automaticamente conforme o número de jogadores online sobe nas quintas-feiras pós-manutenção, evitando que o jogo fique lento de uma hora para outra.

As imagens desta matéria são meramente ilustrativas. Os trechos sobre novos servidores no Rio de Janeiro e em Fortaleza e sobre a migração para a AWS são rumores da comunidade, sem confirmação oficial da Konami.